Venda de remédio ainda é um bom negócio, apesar da recessão

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Foto: Shutterstock

As vendas de remédio até julho deste ano somam R$ 32,9 bilhões no Brasil. Remédios pra pressão e diabetes lideram as vendas

No Brasil, foram comercializados 4,2 bilhões de caixas de medicamentos em 2018, o que representa em valores R$ 62,5 bilhões. Já em 2019, no acumulado de janeiro a junho, as vendas somam R$ 32,9 bilhões. As informações são do presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini. Ele afirma, que esses gastos com remédios se devem principalmente ao fato da sociedade estar envelhecendo e o idoso consumir mais mediação. Os produtos mais vendidos no mercado são os de uso contínuo, para tratamento de doenças como hipertensão arterial e diabetes.

Efeitos da recessão na venda de medicamento

Apesar da recessão ter atrapalhado as vendas, o setor é o que menos sente os efeitos. “Em razão da sua especificidade, o setor farmacêutico é o último a sentir os efeitos da recessão e, normalmente, o primeiro a se recuperar”, constata Mussolini. “As pessoas precisam cuidar da saúde e a indústria farmacêutica tem como missão melhorar a saúde e o bem-estar da população. A cada ano, novos medicamentos são desenvolvidos, com o objetivo de assegurar mais longevidade e qualidade de vida, o que requer forte investimento por parte das nossas indústrias”.

O presidente do conselho diretor da Associação Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Juan Carlos Gaona Abott, analisa o cenário do País. “Começamos 2019 mantendo o desempenho positivo dos últimos anos. Estamos otimistas, mesmo com a economia não reagindo conforme o esperado. O setor de saúde é bastante resiliente e as vendas estão em linha com o esperado. Esperávamos uma dinâmica de licitações mais positiva no primeiro ano de mandato dos governos estaduais, mas a situação fiscal não pode ser resolvida de uma hora para a outra. O que há é uma melhora no diálogo com o poder público para resolver os problemas. Mas não notamos grandes mudanças em relação ao volume de licitações. O movimento segue relativamente igual ao ano passado.”

Fonte: Tribuna da Bahia

 

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