Dose alta de vitamina D pode ter efeito contrário, aponta estudo

A superdosagem causa redução na densidade óssea. Ainda não há consenso médico sobre a quantidade ideal e qual seria o limite a ser prescrito.

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Bastam 10 a 15 minutos de exposição solar sem filtro para a síntese da vitamina D, hormônio que regula a absorção de fósforo e cálcio no organismo. Pessoas que moram em regiões menos ensolaradas ou que não podem, por algum motivo, tomar Sol costumam apresentar deficit da substância, o que, entre outras coisas, provoca o enfraquecimento dos ossos e predispõe à osteoporose. Para elas, os médicos podem prescrever os suplementos vendidos em farmácias. Contudo, até agora, não existe um consenso sobre a dosagem ideal nem se sabe o quanto é demais.

O estudo acompanhou 300 voluntários entre 55 e 70 anos, em um ensaio clínico duplo-cego (nem pacientes nem cientistas sabem quem está no placebo e quem recebe tratamento) para testar a hipótese de que, com doses crescentes de vitamina D, haveria aumento na densidade e na força óssea. Um terço dos participantes recebeu 400 UI de vitamina D por dia, um terço recebeu 4.000 UI por dia e um terço recebeu 10.000 UI por dia.

“Embora a vitamina D possa estar envolvida na regulação de muitos sistemas do corpo, o esqueleto é o mais claramente afetado. Mas também nos preocupamos em estabelecer uma dose ideal. Será que é benéfico tomar altas dosagens?”, questiona David Hanley, endocrinologista da Faculdade de Medicina Cumming, no Canadá, e um dos principais autores de um estudo publicado no Journal of American Medical Association (Jama) que avaliou os efeitos da superdosagem. A pesquisa, que durou três anos, mostrou que não há vantagens em ingerir quantidades altas da substância.

Fonte: Correio Braziliense

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